Brasil está na rota de navio com 7 mil veículos da gigante chinesa Geely

O plano faz parte da estratégia da Geely para reduzir custos logísticos, acelerar entregas e ampliar sua presença nas Américas. Com 200 metros de comprimento e 12 andares, o cargueiro usa gás natural liquefeito (GNL) de origem sustentável.
Geely aposta em frota própria para acelerar expansão global
A Geely segue os passos da BYD e aposta numa frota própria de navios Ro-Ro – sigla para “roll-on/roll-off”, termo usado para embarcações especializadas no transporte de automóveis.
O Jisu Fortune, primeiro cargueiro da montadora, foi lançado em maio e já começou a operar na rota entre China e Europa. Segundo a empresa, o Brasil está entre as próximas “rotas cruciais” da embarcação.
Com 199,9 metros de comprimento, 38 metros de largura e 12 andares de carga, o navio tem capacidade para sete mil veículos.
Ele é equipado com dois tanques de dois mil metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL), combustível mais limpo e eficiente, que reduz emissões e consumo energético. As duas últimas plataformas foram projetadas especialmente para veículos movidos a hidrogênio e gás natural.
A operação é conduzida pela JISU Logistics, braço logístico do grupo Geely, e faz parte da estratégia da companhia para reduzir custos de frete, diminuir a dependência de navios alugados e aumentar a eficiência nas exportações.
Com a frota própria, a Geely pretende garantir o transporte rápido e sustentável de modelos de suas marcas – entre elas: Volvo, Lynk & Co, Zeekr e Lotus – para atender a uma demanda global em forte crescimento.
Montadoras chinesas aceleram disputa pelo mercado brasileiro
A chegada da Geely ao Brasil reforça uma tendência que já domina o setor automotivo: a ofensiva chinesa sobre o mercado nacional. Grupos como BYD, GWM, Chery e agora a própria Geely investem pesado em logística e expansão de marcas para disputar espaço com montadoras tradicionais.
Entre os exemplos mais recentes está a Jetour, marca do grupo Chery, que estreia no Brasil em 2026 com três SUVs híbridos plug-in – T2, T1 e S06.
A empresa terá operação independente da Caoa Chery e da Omoda & Jaecoo, com rede própria de 40 concessionárias e centro de distribuição em Cajamar (SP).
A marca já planeja importar o primeiro lote de 1,5 mil unidades em dezembro e avalia a produção local em médio prazo, possivelmente no antigo Polo Automotivo do Ceará.
Enquanto a Jetour mira o segmento de SUVs híbridos, a Geely aposta em sua infraestrutura global e no transporte marítimo como diferencial competitivo.
A combinação de logística própria e foco em sustentabilidade coloca a empresa em vantagem no momento em que o Brasil se torna um dos principais destinos das exportações chinesas de veículos.
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