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Lula e Flávio usam rejeição ao rival em busca do voto útil na reta final

Campanhas tentam atrair eleitores de outras candidaturas na última semana antes do primeiro turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato do PL ao Planalto, senador Flávio Bolsonaro, entram na última semana da campanha reforçando o discurso pelo voto útil. Empatados tecnicamente na preferência dos eleitores e também na rejeição, ambos apostam na resistência ao principal adversário para sair à frente nas urnas no próximo domingo (4).
A estratégia é convencer o eleitor que não vê em nenhum dos dois seu candidato ideal a escolher aquele que tem mais chances de derrotar o nome que rejeita. Embora as pesquisas indiquem pouca chance de vitória já no primeiro turno, as duas campanhas devem insistir na possibilidade para atrair votos de outros candidatos nesta reta final.
Mesmo que a disputa vá para o segundo turno, a ordem de chegada no domingo tem peso político. Sair à frente pode dar impulso à campanha e fortalecer as negociações por apoios para a etapa seguinte.
Na campanha de Lula, a orientação é ampliar a comparação entre os dois candidatos e reforçar a rejeição a Flávio. A campanha pretende explorar a investigação do senador no caso Master, relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, além de retomar o caso da “rachadinha”, sobre o suposto desvio de salários de servidores de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e as suspeitas de ligação com a milícia.
Outra aposta é comparar o governo Lula com a gestão de Jair Bolsonaro. O presidente deve apresentar a eleição como uma escolha entre manter programas e conquistas de seu governo ou correr o risco de perdê-los.
É uma linha próxima à adotada em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, quando Lula disse que, em 4 de outubro, os brasileiros escolherão entre “democracia e negacionismo” e entre avançar para um futuro com mais oportunidades ou retornar a um “passado de exclusão”.
Flávio, por sua vez, vai reforçar a aposta no sentimento antipetista do eleitor de direita e insistir que é o único candidato da oposição com condições de vencer Lula. O alvo são, sobretudo, eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que podem decidir pelo voto útil antes do primeiro
A campanha do senador vê maior dificuldade para atrair os eleitores de Renan Santos. A avaliação é que o candidato do Missão tem uma base mais consolidada, ligada ao MBL, e menos inclinada a mudar de voto nesta reta final.turno.
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24) mostra Lula com 40% das intenções de voto e Flávio com 36%, empatados no limite da margem de erro. Cury soma 5%; Caiado, 4%; e Renan, 3%.
Estrategistas de Flávio avaliam que a migração de votos desses candidatos pode definir a eleição no primeiro turno.
“Com todo o respeito aos meus adversários, mas quem pode vencer o Lula é Flávio Bolsonaro. Peço oportunidade aqui, humildemente, para você que está me assistindo, me dê esse voto de confiança já no primeiro turno”, disse Flávio em uma live na quarta-feira (23).
e na quarta-feira (23).
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